sexta-feira, 7 de março de 2014

392

Havia 392 mãos no meu pescoço dizendo-me para onde tinha de ir. 392 traços no chão mostrando-me o que tinha de fazer. 392 brilhantes coloridos caídos sobre a minha pele por distração. 392 cidades a chamarem por mim. Existiam arrepios na minha espinha, calafrios obrigando-me a escolher, dúvidas a colarem-me ao chão. 
E tu, parado num canto, assistindo a tudo. Rodei a cabeça, vi mais uma vez o verdadeiro castanho dos teus olhos e saltei. 
Desapareceram as mãos, os traços no chão e os brilhantes coloridos.
Era simples, simples como o castanho que acabara de ver. Só tinha que fechar os olhos com força uma última vez e abri-los para sempre. 
A escolha estava feita.

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